sábado, 10 de dezembro de 2011

O que ele pregou mesmo?

Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, o SENHOR; e nós mesmos somos vossos servos por amor de Jesus. II Corintios 4:5

No passar dos anos, estamos vivenciando um tempo de extrema modernidade. Carros, roupas, telefones, equipamentos eletrônicos, calçados e até mesmo equipamentos para oficinas.
A internet por exemplo, nos oferece muitos benefícios, como também nos oferece o risco de cair em uma cilada. Na era do modernismo e da tecnologia avançada, também temos problemas com equipamentos de ponta. Um celularzão que quebra, ou um carrão que deu problema. Sabemos que a qualquer momento isso pode acontecer.
Mas, há um produto que depois dessa era, desse movimento moderno (modernismo), infelizmente passou a ser desqualificado por muitos. Esse produto ao qual me refiro, são os "pastores moderninhos", pessoas que não sabem que estão mexendo com a eternidade de muitos. Quero mostrar pelo menos três características dos tais.
1º - Falam o que o povo gosta de ouvir, e não o que Deus tem para dizer: João quando estava batizando no Jordão, ele foi visitado pelos saduceus e fariseus. João podia agradar aqueles homens com doces palavras, mas foi o contrário. João Batista foi duro com eles lhes mostrando o quanto eles pensavam errados. Sem perder o foco da sua mensagem João ensinou, falou para eles o que deveriam fazer. Jo 3:7-10
2º - Falam deles mesmos e não de Cristo: O Senhor Jesus Cristo é o centro de uma pregação. Infelizmente vemos muitos e não poucos pregadores, que nem a Bíblia levam para o púlpito, e quando levam fazem igual aos sacerdotes que estavam perante Acabe e Joabe, que só falavam o que agradava ao rei Acabe. Naquela ocasião, apenas um homem falava da parte de Deus. Todas as vezes que falava, falava para agradar a Deus e não ao homem. Micaias era seu nome. Um homem temente a Deus, e por isso pregava o que Deus queria que fosse pregado, e não o que Acabe queria ouvir. 1 Rs 22:5-28
3º - Homens que não falam de "arrependimento": Falar de arrependimento nos dias de hoje? Piada! Dizer para o fulano se arrepender porque é chegado o Reino de Deus, que vão para o inferno se não se arrependerem. Eles não fazem isso. As pessoas estão avidas para ouvir uma palavra de ensino, de confronto ou até mesmo de arrependimento, e não essas balelas que vemos por aí principalmente na televisão. Homens que só falam em dinheiro, dinheiro e dinheiro. Quando não é isso é prosperidade, ensinando que se você não tem uma vida prospera, você não é filho de Deus, e muitas vezes nem sabe o que estão falando. Seus ouvintes saem pior daquele templo, do que quando chegaram. E o pior não é isso, o pior de tudo é que ainda tem deles que se perguntão. O que foi mesmo que ele pregou? E o resultado disso está aí, púlpitos ocupados por homens, púlpitos vazios, sem Deus, sem seu Santo Filho Jesus Cristo. Muitos púlpitos estão vazios.
Em meio a toda essa falsidade "evangélica", ainda há homens "crentes no Senhor Jesus Cristo, homens que foram levantados, ungidos, homens separados, os quais não falam o que querem, nem falam o que o povo gosta de ouvir. Esses homens, falam da parte de Deus aos corações daqueles que estão com sede, homens que consegue transformar os ouvidos de seus ouvintes em olhos", homens que como Paulo que pregava o seguinte: Mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, lhes pregamos a Cristo, poder de Deus, e sabedoria de Deus. I Corintios 1:24

Um sermão sem Cristo é a alegria do inferno. Charles Haddon Spurgeon

Mário Alves 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

JOSH HODGKISS


“Antes de ser afligido andava errado; mas agora tenho guardado a tua palavra... Foi-me bom ter sido afligido, para que aprendesse os teus estatutos” (Salmo 119:67,71).
      
Uma reportagem publicada recentemente no Globo.com acerca de uma criança de três anos chamada Josh Hodgkiss mexeu comigo. Eis a matéria:
          
             Uma queda ali, um arranhão aqui. Machucados fazem parte da rotina das crianças e os pais – não tem jeito – tem que se acostumar com isso. Mas para os ingleses Mark e Stephanie Hodgkiss, a situação é bem mais complicada. Eles são pais de Josh Hodgkiss, três anos, que sofre de uma doença rara que o impede de sentir dor e, por isso, ele se fere muito mais do que a maioria das crianças. Josh já cortou a língua ao meio com uma mordida, socou seu próprio olho e já arrancou a unha do dedão do pé com pregos. O garoto sofre de uma desordem genética rara chamada de síndrome de smith-magenis, que atinge 1 a cada 25 mil crianças. Além de não sentir dor, Josh não tem noção de perigo e dorme quando todos estão acordados e desperta quando as pessoas dormem, devido a uma inversão nos hormônios. Seus pais Mark e Stephanie tiveram que adaptar a casa para garantir a segurança do filho. Instalaram luzes sensoriais e criaram um espaço todo acolchoado para impedir que ele se machuque. “Dia desses, Josh saiu do banheiro e vi que tudo estava sujo de sangue. Ele tinha cortado a sua língua ao meio, mas não percebeu e foi assistir à televisão”, contou a mãe Stephanie ao jornal britânico Daily Mail. Apesar da doença, Josh frequenta uma escola especial e vai muito bem. Os médicos esperam encontrar um tratamento para amenizar os sintomas e permitir que o garoto leve uma vida mais normal.[1]

Josh não sente dor. É terrível para os pais de Josh saberem que seu filho não sente dor. Para alguns pais o filho sentir dor é um pesadelo, para os pais de Josh aguardar o filho sentir dor um dia é um sonho. Por incrível que pareça, a dor para os pais de Josh é uma bênção. Mas a dor não se constitui bênção apenas para Josh e seus pais. A dor é um mecanismo de defesa. A dor faz crescer. A dor molda caráter. Nas palavras de Philip Yancey e Paul Brand a dor é uma “dádiva”[2]. Para Josh uma vida normal significa sentir dor. Perguntem aos pais de Josh e eles lhe dirão que a vida sem dor não é normal. Tudo que eles esperam é que um dia seu filho sinta dor.
O salmista também entendeu assim quando disse: “Antes de ser afligido andava errado; mas agora tenho guardado a tua palavra... Foi-me bom ter sido afligido, para que aprendesse os teus estatutos”.

Oração: Querido Deus, ajuda-me a enxergar benefícios no sofrimento, por mais absurdo que isso possa parecer.

Pr. Manoel Neto



[1] http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/1,,EMI241293-17729,00.html. Acesso em 15.06.2011.
[2] YANCEY, Philip. BRAND, Paul. A Dádiva da Dor. traduzido por Neyd Siqueira. São Paulo: Mundo Cristão, 2005.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Mercadores da Palavra de Deus

Porque nós não somos, como muitos, falsificadores da palavra de Deus, antes falamos de Cristo com sinceridade, como de Deus na presença de Deus. II Corintios 2:17

 Na TV, lá estava um pregador muito bem vestido, com um enorme copo d'água na mão, dizendo 'Vamos agora beber esta água ungida e abençoada'. Antes que ele desse o primeiro gole eu já mudura de canal. E lá estava outro, diante de um auditório enorme, incitando o povo a olhar para a Bíblia que ele tinha na mão. O mero vislumbre da Palavra de Deus, garantia o pregador, assegurava o recebimento de grandes bênçãos, até mesmo a cura de um parente doente em casa.
Lembrei-me da passagem sobre a qual preguei no último domingo, em que Paulo dizia não estar como 'tantos outros, mercadejando a palavra de Deus'. (2Co 2.17). O termo grego traduzido por 'mercadejar' significa aumentar os lucros com a venda de mercadoria adulterada (Strong). Misturada com a minha tristeza, veio a alegria de poder comprovar, a cada dia, o quanto a Bíblia é aguda, precisa, atual.

Obs: A postagem original não possui a imagem.
Pr. Mauro Clark